lunes, 25 de abril de 2011

1964-1985. Ditadura Militar

Euforia econômica. Euforia no futebol. Violência. Censura.
Briga contra a Ditadura

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Ciclo da soia (desde 1970)

1964-1985. Ditadura Militar
1985 Democracia

O novo produto impulsionou a economia de exportação e foi introduzido a partir de sementes trazidas da Ásia e dos Estados Unidos de América. O modelo adotado para o plantio de soia foi a monocultura extensiva e mecanizada, provocando desemprego no campo e alta lucratividade para um novo setor chamado de “agronegócio”
O crescimento da cultura da soia se deu às custas da "expansão da fronteira agrícola" na direção da Amazônia, o que por sua vez vem provocando desmatamentos em larga escala com a conseguente mudança no clima, na vegetação, na distribuição das pessoas, a migração de animais ocasionando a crise da agricultura familiar e o desalojamento em massa de lavradores. Surgindo os movimentos de “SEM-TERRA“ (MST; MTL, via Campesina).
Os lucros jamais pensados empobreceram a milhões de pessoas. Toda a economia concentrava as rendas...

viernes, 15 de abril de 2011

1964-1985. Ditadura Militar O “Milagre econômico” (1969-1973)

Na década do 60 o progresso e a diversificação, geraram mais diversidade e desenvolvimento, o país integrou-se. Essa integração do território se fez ao redor da capital.
Brasília era o pólo geográfico mais não tiveram em conta que São Paulo era o pólo econômico? Em torno a São Paulo se organizavam as novas indústrias e se ampliaram ao eixe São Paulo- Rio, onde muitas se instalaram.
Alguns setores emergiam desse cenário com capacidade de produção superior e o mercado interno não era capaz de absorver tudo.
A própria estrutura financeira do país, na qual predominavam os bancos comerciais de crédito a curto prazo, não estava preparada para atender às demandas de financiamento exigidas pelo setor industrial.
Apesar das dificuldades que se anunciavam, a modernização avançava.
Desde a metade da década de 60 até o começo da década de 70, predominavam os índices econômicos positivos. Isso facilitava para o governo a tarefa de justificar as medidas antidemocráticas, coincidentemente, a vitória na Copa de 1970 dava ao brasileiro a certeza de que “ninguém segura este país”.
As medidas da época foram drásticas, flexibilizou-se a economia dando maior apoio às empresas privadas, os contratos do pessoal tiveram mais liberdade, porém, os trabalhadores tiveram menos.
O Brasil viveu o chamado Milagre Econômico, um crescimento acelerado da indústria que gerou empregos e aumentou a renda de muitos trabalhadores. Tiveram, porém, no país industrializado mais ampliação da concentração da renda.
O milagro económico esteve ligado aos investimentos internos e empréstimos do exterior, o país avançou e estruturou uma base de infra-estrutura. Todos estes investimentos geraram milhões de empregos pelo país.
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Algumas obras, consideradas faraônicas, foram executadas, como a Rodovia Transamazônica e a Ponte Rio-Niteroi, mas, o crescimento teve um custo altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro.
Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida externa elevada para os padrões econômicos do Brasil.
Como a industrialização ocorreu, principalmente, no eixo Rio-São Paulo e atraiu para essa região a imigração interna dos mais pobres do país, principalmente o Sertão Nordestino, procurando emprego, multiplicaram se as favelas, concentraram-se os pobres, a mão de obra excedia às vagas de empregos e baixavam os salários. Os trabalhadores perderam poder adquisitivo e empobreciam, manifestavam seu descontento originando violência social que foi contida pela força militar.
A teoria? "fazer crescer o bolo, para dividir depois".
Começou a crise do petróleo e a recessão mundial, os fatos interferiram na economia no momento em que os créditos e empréstimos internacionais diminuíram.

Fonte: http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/livro50anos/Livro_Anos_60.PDF

viernes, 8 de abril de 2011

1964-1985. Ditadura Militar

Época de proibições e proibidos. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar.
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Pode se definir a Ditadura Militar como o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar.
O governo militar tinha o poder de alterar a constituição, cassar mandatos legislativos, suspender direitos políticos por 10 anos e demitir, colocar em disponibilidade ou aposentar compulsoriamente qualquer pessoa que fosse contra a segurança do país, o regime democrático e a probidade da administração pública, além de determinar eleições indiretas para a presidência da República. A liberdade de expressão e de organização era quase inexistente. Partidos políticos, sindicatos, agremiações estudantis e outras organizações representativas da sociedade foram extintas ou sofreram intervenções do governo. A mídia e as manifestações artísticas foram submetidos à censura.
Na década de 1960 iniciou-se também, um período de grandes modificações na economia do Brasil, de modernização da indústria e dos serviços, de concentração de renda, de abertura ao capital estrangeiro e de endividamento externo.
As liberdades políticas se restringiam uma vez mais e a ação dos partidos políticos se tornava praticamente inexpressiva. O governo militar controlava a reorganização da vida política e pública da nação de modo uma vez mais rígido.
Os políticos, apesar de pertencerem a diferentes tendências, assinaram pactos no exterior (no Portugal, no Uruguai). Nascia, assim, a chamada de“Frente Ampla”: um movimento de ordem civil que não tinha intenções de combater contra as autoridades militares, aceitavam as necessidades que determinaram o golpe, mas buscavam realizar uma ponte que repensasse as relações entre o poder militar instaurado e sociedade civil.
Em 1968, acompanhando com o maio francês, a Passeata dos Cem Mil estabeleceu uma das mais importantes manifestações contra a radicalização do regime. A partir desse momento, falar em nome ou a favor da “Frente Ampla” se tornou um ato criminalizado pelo regime militar.
A guerrilha urbana começou a se organizar. Formada por jovens idealistas de esquerda, assaltaram bancos e sequestraram embaixadores para obterem fundos para o movimento de oposição armada.
Uma lei decretava o exílio e a pena de morte em casos de "guerra psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva".
No final de 1969, o líder da guerrilha, Carlos Mariguella, foi morto pelas forças da repressão em São Paulo. A guerrilha rural ganhará força no campo.
Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida externa elevada para os padrões econômicos do Brasil.
A crise do petróleo e a recessão mundial interferem na economia brasileira, no momento em que os créditos e empréstimos internacionais diminuem.
Anuncia-se a abertura política lenta, gradual e segura mas os militares duros começam a promover ataques clandestinos aos membros da esquerda morrendo muitos deles.
Finalmente se decreta a lei de amistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil para os políticos, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por crimes políticos. Os partido voltam a funcionar dentro da normalidade foi criado Partido dos Trabalhadores (PT)
Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresenta vários problemas. A inflação é alta e a recessão também. A oposição ganha terreno com o surgimento de novos partidos e com o fortalecimento dos sindicatos.
Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de futebol e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já. O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantiria eleições diretas para presidente naquele ano.
Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves.
Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição. Era o fim do regime militar.
Governos:
CASTELLO BRANCO (1964-1967)
COSTA E SILVA (1967-1969)
DA JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969)
MEDICI (1969-1974)
GEISEL (1974-1979)
FIGUEIREDO (1979-1985) 
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