sábado, 4 de septiembre de 2010

Pessoas que entraram no Brasil:

A riqueza de nosso continente produziu a espoliação que ocasionou nossa pobreza atual...
Até o ano 1822, as pessoas que entraram ao Brasil foram colonizadores, depois foram imigrantes.
Quando começou a expansão da economia, principalmente no período das grandes plantações de café no estado de São Paulo, começaram a fomentar a imigração estrangeira já para trabalharem nas plantações ou nas minas de ouro, trabalho de pessoas pobres.
Em todo o século XIX e princípio do século XX, elas chegaram pelo fomento dos governos não porque tivessem condições econômicas. A chegada das pessoas com condições econômicas boas foi em pequena escala e se deu no século XX.
Nos movimentos imigratórios se podem considerar cinco etapas:
1. Ocupação inicial por povos conhecidos como originários (chamados de índios).
2. Colonização (entre 1500 e 1822) feita por portugueses (onde trouxeram escravos provenientes da África). A maioria dos portugueses fazia parte da iniciativa privada que colonizou o País: grandes fazendeiros ou empresários falidos em Portugal que, através da distribuição de sesmarias, tentavam se enriquecer facilmente e retornar para Portugal. Dedicaram-se principalmente à agricultura, baseada no trabalho escravo, inicialmente efetuado por indígenas, mas, sobretudo, por escravos africanos.
3. Por imigrantes alemães e chineses. E, depois de 1875, pelos imigrantes italianos.
4. Imigração como fonte de mão-de-obra para as fazendas de café na região de São Paulo, entre o final do século XIX e início do século XX, foi com um largo predomínio de italianos, portugueses, espanhóis e japoneses. Só alguns retornaram a os seus países.
5. Com melhores condições econômicas chegaram para os centros urbanos em crescimento, italianos, portugueses, espanhóis, japoneses e sírio-libaneses, além de várias outras nacionalidades. Há uma Imigração mais recente, reduzida e de pouco impacto demográfico, iniciada na década de 1970.
Os primeiros imigrantes voluntários a vir para no Brasil foram os chineses, no ano 1808, foram trazidos pelo governo do príncipe regente com o objetivo de introduzir o cultivo de chá no Brasil.
Entretanto, a mão-de-obra livre de imigrantes estrangeiros ainda era considerada dispensável pelos grandes fazendeiros.
O primeiro movimento organizado de imigrantes europeus, contratado pelo governo brasileiro, foi a imigração suíça para a região serrana do Rio de Janeiro. A sua maioria era composta de suíços de cultura e língua francesa, não eram pobres e puderam abandonar seus lotes e se dispersaram por toda a região serrana e centro-norte do estado do Rio de Janeiro, em busca de terras férteis e mais acessíveis. O segundo movimento organizado foi de imigrantes alemães que também se estabeleceram na mesma região. A colônia de suíços e alemães originou a atual cidade de Nova Friburgo no Rio de Janeiro.
Desde a Independência do Brasil, diversas leis proibiram o tráfico de escravos, mas foi somente com pressão militar e política da Grã-Bretanha que terminou o tráfico negreiro em 1850, foi quando pensaram nos imigrantes não portugueses e, nas fazendas, começou a se utilizar o colonato, uma forma de trabalho semi-assalariado. O imigrante e sua família recebiam o salário misto, entre dinheiro e um pedaço de terra para plantar seu próprio sustento. As jornadas de trabalho exaustivas e a exploração por parte dos fazendeiros faziam os primeiros imigrantes deixarem as plantações de café e partirem para os centros urbanos onde se dedicaram ao comércio e à indústria, com dificuldade para se adaptarem.
A grande maioria dos colonos ficou em definitivo no Brasil e permaneceu tão pobre (ou mais) que como chegara.
Os colonos pobres de diferentes nacionalidades sem condições para sair dessa situação (só alguns o lograrem) se instalaram perto dos outros marginalizados... os índios, os negros e formarem a população pobre do Brasil, os excluídos. Os que originaram diversos conflitos sociais.
O Brasil misturado da pobreza será o tema das próximas pesquisas.