sábado, 12 de marzo de 2011

O retorno de Vargas 1951-1954

O retorno de Vargas, em 1951, simbolizava o retorno do populismo e do trabalhismo, enquanto a dependência dos Estados Unidos o dificultava. Sem romper com o capital estrangeiro assumiu o nacionalismo econômico, associando os dois capitais. Foi estimulada a industrialização favorecida pela política cambial que favorecia a importação de matérias primas e desfavorecia a importação de bens de consumo.
A criação de PETROBRÁS foi a grande obra do nacionalismo político-econômico de Vargas, fundada o 3 de outubro de 1953.
Em 1951 enviou ao Congresso um projeto de lei que estabelecia o monopólio estatal sobre a perfuração e o refino do petróleo a través da empresa de capital misto com maioria de ações estatais. Esse projeto gerou polêmica entre os populistas e a oposição, apoiados abertamente pelo governo norte-americano.
Um movimento envolveu o espírito nacionalista de setores da sociedade. Finalmente em 1953 foi sancionada a lei. Nos três primeiros anos produziu três vezes mais que desde o ano 1939 que foi o primeiro poço.
A concequença foi uma campanha de difamação e tensões sociais. Getúlio denunciava os excessivos lucros, acusara de fraudarem o faturamento.
As reações do Banco Mundial e dos Estados Unidos de América não se fizeram esperar. Negaram novos empréstimos, o Brasil perdia credibilidade. Provocaram inflação alta, o custo de vida tinha proporções insuportáveis. As tensões sociais eram cada vez maiores, os operários se agitaram e os dirigentes não conseguiram parar a greve.
O ano 1954 começou com protestos dos trabalhadores.
A maioria da imprensa, os partidos de direita, os militares antigetulistas lançaram a idéia que o salário seria duplo, se agitaram os oficiais jovens que tinham baixos salários e não seriam aumentados.
Goulart, o ministro, teve que anunciar esse aumento e Getúlio o demitiu. Goulart era o alvo dos antigetulistas e sem ele, começaram as pressões ao governo.
Vargas foi acusado de ladrão, corrupto e de ter feito um pacto com os governos da Argentina e do Chile em contra dos Estados Unidos de América.
Um atentado pus em perigo a vida de um líder da oposição e morrera seu acompanhante. Uma pessoa do palácio esteve envolvida (Gregório Fortunato), exigiram a renúncia de Vargas quem tenta contemporizar mais os militares se mostraram intransigente.
Getulio se suicidou de um tiro no coração, deixando uma carta testamento.
O suicídio levou massas às ruas em violentos protestos, a polícia era impotente, os golpistas foram obrigados a retroceder.
Salvou-se o populismo e assumiu o vice-presidente Café Filho. Em 1955 venceu nas eleições o candidato da coligação PTB-PSD Juscelino Kubitschec e o vice-presidente foi Goulart, as forças getulistas estavam vivas.

Imagem da campanha o petróleo é nosso. Getulio vargas