viernes, 28 de enero de 2011

O Brasil e sua economia. Ciclo do café na Era Imperial (1822-1889). Nota 1

Poder em mãos dos latifundiários, mudança do sistema escravista ao sistema capitalista.
1889: golpe de Estado sem participação popular. Início da República Velha.

O ciclo do café. Nota 1
No Brasil do século XVIII, todo o trabalho era feito pelos escravos, todas as indústrias eram proibidas, não se fazia estradas para não incentivar o contrabando em 1808 praticamente inexistia meio circulante, obrigando a minúscula população livre a fazer escambo (troca sem dinheiro).
Na primeira metade do século XIX, mudou o sistema econômico escravista e colonial para uma economia capitalista, liberal e de iniciativa privada. Diversificou-se a economia, Investiu-se na melhoria das estradas terrestres e no desenho do sistema de portos para comerciar livremente, principalmente com a Grã-Bretanha pelos acordos assinados.
A família real e sua corte, instaladas desde 1808 no Rio de Janeiro, estavam acostumadas com elevados índices de consumo; para atenderem essa demanda já tinham navegação regular, o endividamento era muito importante na primeira metade do século. Nessa época, as importações eram muitas e criavam um déficit contínuo devido à falta de produtos manufaturados. Exportava-se açúcar, algodão, café, couros e peles.
A queda do preço do açúcar e o aumento do preço do café no mercado europeu foram marcando a mudança na produção brasileira surgindo uma nova classe social: Os cafeeiros.
Em 1830, o café era o produto mais exportado pelo Brasil, desbancando o ouro e o açúcar. Nesse ano, a terceira parte dos habitantes eram escravos.
No Rio de Janeiro, começou um movimento nunca antes visto renascendo o comercio aparecendo novos armazéns e começando a se plantar no município.
O café percorreu todo o litoral brasileiro, sempre em pequenas plantações para uso da casa ou em vendas. Os fazendeiros enriqueciam e abriam novas fazendas, compravam cada vez mais escravos para o trabalho na terra. Estimulava-se a vinda de outras as raças para o Brasil. (Desse estímulo já fiz comentário em outra nota, também foi para “fazer mais branca a população”)
A arquitetura de armazéns e lojas tinha portas no lugar de janelas e, quando sobrado, o comércio era no térreo e a residência no andar superior. Aos poucos, os habitantes foram o duplo, entretanto a riqueza ficava na mão de poucos. Os intermediários, donos de armazéns e barcos para vender a mercadoria no Rio de Janeiro, conseguiam impor os preços ao produtor garantindo assim boa margem de lucro.
Tinham no Brasil colonial, três classes de casas de negócios:
1. Comerciantes: Classe formada pelos proprietários de grandes capitais, que compravam toda a produção das fazendas ou importavam diretamente os produtos da Europa, ficando com toda a carga dos navios que chegavam.
2. Negociantes: Os comerciantes vendiam aos negociantes que revendiam ao público final e aos vendeiros.
3. Vendeiros: proprietários de pequenas vendas nas áreas rurais.