sábado, 29 de enero de 2011

Revisão do Marco político-histórico para o enquadramento da economia. (1822-1860)

Os grandes proprietários brasileiros romperam com a coroa portuguesa e com o absolutismo, mas entronizavam o herdeiro. Cortavam as amarras com Portugal, mas asseguravam os interesses lusitanos.
Os grandes proprietários mantiveram-se unidos sobretudo para garantir o abastecimento e a exploração dos cativos. O bloco independentista tinha muitas contradições, a crise européia, a recessão, o contexto de decadência fez que perdera o apoio dos escravistas. Com a Revolução Industrial na Europa renasceu a necessidade dos escravos para trabalhar nas lavouras do café.
O Estado unitarista e centralizador surgido em 1822 mantinha com dificuldade sua autoridade sobre imenso território transpassado por profundas diferenças sociais, históricas, lingüísticas, étnicas, etc.
Em 1837 o governo interpretava sobretudo aos ricos comerciantes de trabalhadores escravizados e aos grandes plantadores do Centro-Sul e da Bahia.
Em 1840, a estabilidade deveu-se à pujança da expansão cafeicultora e à interpretação imperial das necessidades da ordem escravista.

Em 1850, a pressão inglesa obrigou o governo imperial a pôr fim ao tráfico transatlântico de trabalhadores escravizados, os fins foram políticos e econômicos já que os trabalhadores livres eram menos onerosos. Os trabalhadores escravos foram substituído pelo tráfico interestaduais que alimentou a cafeicultura com cativos enviados de todo o Brasil.
Tomaram se medidas de fomento industrial com empréstimos estrangeiros o que ocasionou concentração de poder nas grandes empresas e diminuição do salário dos trabalhadores livres.
A crise econômica era geral e as concessões feitas aos estados liberais, limitadas. Os presidentes provinciais eram designados pelo governo central e desalentavam a pressão fiscal que era muito importante. Em diversas regiões, eclodiram movimentos liberais, federalista e separatistas, que não prosperaram mas receberam a adesão dos livres-pobres e dos trabalhadores escravizados.
Desde o início da escravidão, os cativos tinham lutado sós contra o cativeiro com algumas vozes isoladas pediam inutilmente reformas para a instituição.