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martes, 29 de marzo de 2011

Os golpes de Estado na América Latina

Os golpes de Estado em América Latina foram gestados em tempo anterior, no enquadramento da “Guerra Fria”, entre os Estados Unidos da América e a União Soviética.
Se bem o início da guerra fria data de 1947, as tensões entre as duas potências marcou a América Latina onde começaram movimentos populares e depois enfrentamentos.
O punto de início pode se marcar na “Revolução Cubana” em 1959 que inspirou os movimentos que buscavam mediante a guerra de guerrilhas instalar governos socialistas na região. Não esquecer que no Vietnã, na Argélia em outros lares usaram também esse método.
A força que tinham tomado os movimentos guerrilheiros, as mobilizações populares em protesto pela situação econômica que empiorava no dia a dia, inspiraram aos Estados Unidos o “Plano de contra-insurgência”, eles viam ameaçada a hegemonia na região.
Miles de policiais e militares foram trenados na “Escola das Américas” para fazer tarefas anti-guerrilheiras. No plano incluiu também o apoio a governos militares que ofereciam “mais controle e mão de ferro”.
Nas décadas de 60 e 70 tinham ditaduras:
O Chile, a Argentina, o Uruguai, o Brasil, o Paraguai, a Bolívia, a Venezuela, a Honduras, intervenções no Salvador, no Haiti, na Panamá, na Colômbia.
Recorreram a utilizar métodos sangrentos e pouco legais para derrocar aos governos e instalar ditaduras e até um novo vocabulário popular, apoiaram-se no “ordem”, na “família” e sobretudo nas direitas locais.
E seguirei com o Brasil...

miércoles, 23 de marzo de 2011

Jânio da Silva Quadros. João Goulart (1961-1964)

A constante imigração interna pelas diferenças nas condições de vida regionais e os bolsões de miséria fizeram que nas eleições o general Henrique Teixeira Lott, candidato de Juscelino, fora derrotado.
Jânio da Silva Quadros ganhara as eleições com o símbolo de uma vassoura para “varrer a corrupção”, ele assumiu em janeiro de 1961. Herdou um alto índice de inflação uma dúvida externa de quase 4 bilhões de dólares.
Os esforços seriam extraordinários, modificou a política cambial retirando subsídios para as importações do trigo, combustíveis e outros artículos essenciais. Congelou os salários. A política teve o aval do FMI. O Brasil conseguiu um novo empréstimo.
As empresas de pequeno e médio porte estavam seriamente afetadas, entretanto, os trabalhadores protestavam por os aumentos do pão e do transporte provocados pelo retiro dos subsídios.
Os mesmos que o votaram se manifestavam nos protestos.
Na política exterior tentou ser independente buscou se relacionar com os países do mundo socialista e manifestou-se contra o bloqueio a Cuba e contra o colonialismo na África.
O objetivo era ampliar os mercados para aumentar as exportações.
Jânio mostrava assim as contradições.
Os Estados Unidos sentiram-se agredidos pelas relações com países socialistas principalmente com Cuba e o líder da Revolução Cubana, o argentino Ernesto “Che” Guevara”, era condecorado no Brasil.
A oposição anuncia que Jânio dará um golpe, então ele apresenta a renuncia.
Ele esperava que não seja aceita? A renúncia foi aceita e ninguém se mobilizou em seu favor.

A renúncia de Jânio deixou ao país à beira do caos e de uma guerra civil, entanto, o governo vivia uma crise de representação. A Constituição indicava que o sucessor era o vice-presidente, embora, a oposição opunha-se. Greves, insubordinação nos quartéis, centenas de prisões se sucediam, então, o Congresso adotou o Parlamentarismo e o vice-presidente João Goulart chamado de "Jango" aceitou a posse com sistema parlamentarista e assumiu o 7 de setembro de 1961. Ele seria chefiado pelo primeiro ministro.
João Goulart, assumiu a presidência num clima político tenso. Seu governo foi marcado pela abertura às organizações sociais, enquanto, a economia deteriorava-se rapidamente. A sociedade passava por dificuldades.
A reposta foi a conhecida, congelar salários, limitar os créditos, conter os gastos públicos. Medidas antipopulares que prejudicavam aos trabalhadores e garantia os lucros dos empresários e mais uma vez foi eliminado o subsídio ao trigo e ao petróleo e o custo de vida disparou.
Goulart com apoio do Congresso e a classe operária conseguiu um plebiscito onde se votou pela volta ao presidencialismo mas se entrou num círculo: greves, aumento salarial, mais inflação, e iniciavam outra vez as greves.
Decretou a nacionalização das refinarias de petróleo e assinou a reforma agrária, as camadas populares o apoiaram, mas a direita, apoiada pelos militares preparava o golpe.
Estudantes, organizações populares e trabalhadores ganharam espaço no cenário político brasileiro, preocupando às classes conservadoras. Empresários, banqueiros, a Igreja Católica, militares e a classe média que, em plena Guerra Fria, acusaram a Goulart de estar planejando um golpe esquerdista e de ser o responsável pelos problemas que o Brasil enfrentava na época.
Os movimentos populares apoiavam incondicionalmente a proposta presidencial enquanto uma passeata anticomunista em São Paulo, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, onde participaram umas 300 mil pessoas contra as intenções de João Goulart, indicava que o final estava perto.
O país estava ameaçado pela crise econômica e política, entanto, Jango perdia a sustentação política e só era contradições e incertezas.
A crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia.
Membros das Forças Armadas, com o apoio estratégico norte-americano, e as elites nacionais orquestrando desde o jornal “O Estado de S Paulo” começaram a arquitetar o golpe contra João Goulart
No dia 31 de março de 1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo saíram às ruas.
Evitando uma guerra civil, Jango deixou o país, refugiando-se no Uruguai.
Os militares finalmente tomaram o poder. 

A vida de João Goulart



http://www.brasilescola.com/historiab/golpe-militar.htm
História do Brasil. Francisco de Assis Silva

sábado, 19 de marzo de 2011

Juscelino Kubitschek de Oliveira

Seu apelido foram suas iniciais JK
Nasceu o 12 de setembro de 1902 e morreu em um acidente pouco claro, ao bater seu carro, o 22 de agosto de 1976.

Juscelino Kubitschek (1956-1961)

O vice-presidente, Café Filho, que assumiu a presidência depois do suicídio de Vargas foi cercado por forças conservadoras. Em 1955 venceu nas eleições o candidato da coligação PTB-PSD Juscelino Kubitschek e o vice-presidente foi Goulart, as forças getulistas estavam vivas. Mais as forças derrotadas antigetulistas tentariam impedir a posse dos eleitos falando que tinham tido apoio dos comunistas e de pessoas de baixa condição social. O general legalista Henrique Teixeira Lott deu um contragolpe, entregou-se a presidência ao presidente do Senado que deu posse aos eleitos em janeiro de 1956.
A pesar das ameaças no princípio de seu governo Juscelino Kubitschec logrou terminar seu mandato. Teve capacidade para manobrar as diferentes forças políticas e evitar a confrontação. Conseguiu que as forças armadas tivessem um lugar de destaque no Estado, ocupando altos postos no Conselho Nacional do Petróleo, em Petrobrás, etc. Não fizeram mudanças significativas na área trabalhista, teve uma política industrialista e de crédito fácil. Tinha controle dos sindicatos e conseguiu o apoio da classe operária. As greves ocorriam porque o aumento dos salários não alcançava ao aumento do custo de vida, o crescimento das rendas não era igual para os empresários e para os setores populares. As classes médias estavam satisfeitas por conseguir bens de consumo. Os intelectuais tiveram lugar em esclarecer à opinião pública. Por ter maioria no Congresso Nacional as leis eram aprovadas.
O governo foi de relativa liberdade política e sem persecuções.

“50 anos em 5”
O extraordinário crescimento industrial foi o responsável da estabilidade política. A Revolução Industrial, se consolidou entrando capital estrangeiro e desnacionalizando a economia. Conseguiram-se recursos privados para as indústrias básicas e empréstimos estrangeiros para o qual adotaram uma política cambial que favorecia esse tipo de investimentos. As empresas locais se associaram às estrangeiras.
Novas medidas ampliaram o grau de atuação da Petrobrás na economia brasileira.
O “Plano de Metas” abarcou Transporte, Energia, Indústria, Educação e Alimentação. A meta-síntese foi a construção de BRASÍLIA confiada ao arquiteto Oscar Niemeyer e ao urbanista Lúcio Costa.
Em 1959 resolveu romper com o FMI para não conter os salários com a inflação de 31 % anua, e não pôr fim aos subsídios do petróleo e trigo. A medida foi celebrada com manifestações de apoio.
Nesse período também houve uma grande produção cultural na literatura, nas artes plásticas, nas cênicas, no cinema, na música popular.
O país entrou numa nova era.
A constante imigração interna pelas diferenças regionais e os bolsões de miséria fizeram que nas eleições o candidato de Juscelino, o general Henrique Teixeira Lott, fora derrotado. Ganhara as eleições com o símbolo de uma vassoura para “varrer a corrupção”Jânio da Silva Quadros.







Brasília
Catedral ........................................... A Ponte Juscelino Kubitschek (Ponte JK)

Música: “Chega de Saudade” por João Gilberto (Bossa Nova)

sábado, 12 de marzo de 2011

O retorno de Vargas 1951-1954

O retorno de Vargas, em 1951, simbolizava o retorno do populismo e do trabalhismo, enquanto a dependência dos Estados Unidos o dificultava. Sem romper com o capital estrangeiro assumiu o nacionalismo econômico, associando os dois capitais. Foi estimulada a industrialização favorecida pela política cambial que favorecia a importação de matérias primas e desfavorecia a importação de bens de consumo.
A criação de PETROBRÁS foi a grande obra do nacionalismo político-econômico de Vargas, fundada o 3 de outubro de 1953.
Em 1951 enviou ao Congresso um projeto de lei que estabelecia o monopólio estatal sobre a perfuração e o refino do petróleo a través da empresa de capital misto com maioria de ações estatais. Esse projeto gerou polêmica entre os populistas e a oposição, apoiados abertamente pelo governo norte-americano.
Um movimento envolveu o espírito nacionalista de setores da sociedade. Finalmente em 1953 foi sancionada a lei. Nos três primeiros anos produziu três vezes mais que desde o ano 1939 que foi o primeiro poço.
A concequença foi uma campanha de difamação e tensões sociais. Getúlio denunciava os excessivos lucros, acusara de fraudarem o faturamento.
As reações do Banco Mundial e dos Estados Unidos de América não se fizeram esperar. Negaram novos empréstimos, o Brasil perdia credibilidade. Provocaram inflação alta, o custo de vida tinha proporções insuportáveis. As tensões sociais eram cada vez maiores, os operários se agitaram e os dirigentes não conseguiram parar a greve.
O ano 1954 começou com protestos dos trabalhadores.
A maioria da imprensa, os partidos de direita, os militares antigetulistas lançaram a idéia que o salário seria duplo, se agitaram os oficiais jovens que tinham baixos salários e não seriam aumentados.
Goulart, o ministro, teve que anunciar esse aumento e Getúlio o demitiu. Goulart era o alvo dos antigetulistas e sem ele, começaram as pressões ao governo.
Vargas foi acusado de ladrão, corrupto e de ter feito um pacto com os governos da Argentina e do Chile em contra dos Estados Unidos de América.
Um atentado pus em perigo a vida de um líder da oposição e morrera seu acompanhante. Uma pessoa do palácio esteve envolvida (Gregório Fortunato), exigiram a renúncia de Vargas quem tenta contemporizar mais os militares se mostraram intransigente.
Getulio se suicidou de um tiro no coração, deixando uma carta testamento.
O suicídio levou massas às ruas em violentos protestos, a polícia era impotente, os golpistas foram obrigados a retroceder.
Salvou-se o populismo e assumiu o vice-presidente Café Filho. Em 1955 venceu nas eleições o candidato da coligação PTB-PSD Juscelino Kubitschec e o vice-presidente foi Goulart, as forças getulistas estavam vivas.

Imagem da campanha o petróleo é nosso. Getulio vargas

jueves, 10 de marzo de 2011

1945-1950. O retorno de Vargas

Depois da derrubada de Getulio, o poder foi entregue a José Linhares quem alterou o código eleitoral e as eleições seriam só para presidente da República. O Congresso Nacional se transformaria em Assembléia Constituinte.
O Brasil pertenceu aos aliados junto à Rússia comunista, as forças conservadoras foram obrigadas a aceitar essa realidade pela conjuntura mundial, e por primeira e única vez o partido Comunista apresentou candidato próprio surgido por acordo.
As mesmas forças que derrubaram a Getúlio que representaram as elites proprietárias, eram as que mudaram em “forças democratas”.
Nas eleições vencera Eurico Gaspar Dutra, com apoio de Getúlio Vargas que mandara votar em ele ao PTB. Obteve mais de 55% dos votos.
Getúlio que se candidatara a deputado em cinco estados e a senador por dois ganhara em todos.
Promulgaram a nova Constituição que conservava a antiga estrutura da propriedade da terra e buscava manter a classe operária sob controle. Assegurava o direito à greve, mas limitado pela Justiça do Trabalho.
A política de esta Constituição era de liberalismo econômico, ingressaram muitos bens manufaturados do exterior o que foi desastroso para o país. Entraram maquinários, equipamentos, entanto as exportações eram dificultadas pelo valor do cruzeiro. O achatamento salarial, a inflação, a interferência do Banco Mundial foram uma constante. A economia começou a depender dos Estados Unidos de América.
Foi consumida toda a reserva de ouro acumulada na época de Vargas.
O governo que tinha tido o apoio das forças trabalhistas, assentava-se nas elites que não admitiam a crescente participação dos trabalhadores, a massa trabalhadora buscava autonomia do Estado. Os conflitos começaram.
O crescimento do eleitorado urbano e operário promovia o fortalecimento dos partidos de tendências populistas.
O PTB liderado por Getúlio e o Partido Social Progressista (PSP) liderado por Ademar de Barros tinham o grosso das forças, se uniram e foi eleito Getúlio em 1950 com quase o 49 % dos votos.
A imprensa começara uma campanha difamatória liderada pelos candidatos não trabalhistas que queriam impedir a posse de Vargas.
Vargas fez alianças (com a UDN) que o debilitaram porque defendiam a desnacionalização vinculando a economia com empresas estrangeiras, enquanto ele dizia defender o “capitalismo nacional”.
O retorno de Vargas simbolizava o retorno do populismo e do trabalhismo, conforme a dependência dos Estados Unidos o fizer possível.
Sem romper com o capital estrangeiro assumiu o nacionalismo econômico, associando os dois capitais.
Foi estimulada a industrialização e protegida pela política cambial. Favorecia-se a importação de matérias primas e desfavorecia-se a importação de bens de consumo.

Fotografia: Pierre Verger, Bahia Navegantes 1949
Imagem: Carybé, Capoeira

viernes, 18 de febrero de 2011

Revisão do marco político-histórico para o enquadramento da economia. (1900-1930)

A população se mistura, centros urbanos. Os afavelados.
Na Europa do final do século XIX, os conceitos de superioridade racial dos brancos tinham prestígio. (1)
O pensamento da época adotou essas "teses científicas" para defender o “branqueamento” da população como fator necessário para o desenvolvimento do Brasil. Fazendo estas considerações, vemos que a imigração não era considerada somente um meio de suprir a mão-de-obra necessária na lavoura, ou de colonizar o território nacional coberto por matas virgens, mas também como meio de "melhorar" a população brasileira pelo aumento da quantidade de europeus, isso foi chamado de "branqueamento”.
Tinha valor então, que os filhos tivessem “todos os caracteres físicos da raça branca”.

Seleção dos imigrantes
Em 1890, o presidente Deodoro da Fonseca assinou um decreto que fixava a entrada de imigrantes da África e da Ásia, a mesma dependeria da autorização do Congresso Nacional. O decreto não restringia a imigração dos europeus. A “seleção dos imigrantes” aconteceu em todos os países, outros, restringiram a entrada de imigrantes do sul da Europa (italianos, espanhóis, portugueses, gregos, etc) como em Estados Unidos de América enquanto beneficiavam a entrada de imigrantes do norte da Europa (ingleses, escoceses, alemães, suecos, noruegueses, etc).
A migração japonesa aconteceu no Brasil depois de modificado o decreto (1908) já que tinha diminuído a imigração européia e faltavam trabalhadores.

Imigração interna, urbanização e favelas.

Devemos lembrar que os trabalhos oferecidos aos imigrantes eram trabalhos para pessoas pobres (lavouras do café e mineração) apenas uns poucos se tornaram proprietários e a massa de italianos, espanhóis e portugueses tinha sido mandada às minas ou para as fazendas do café trabalhando nas plantações de terceiros com salários fracos ou como colonos. Eles tiveram maior tendência a se misturar com índios e negros além de outros imigrantes. Em geral, os alemães, suíços, japoneses e chineses ficaram em suas comunidades sem misturas ou simplesmente com algumas poucas misturas e só com outros imigrantes e tiveram melhores condições econômicas. Os imigrantes que em seus países de origem eram tipicamente urbanos se dedicaram ao comércio nas cidades.
As jornadas de trabalho nas plantações eram esgotadoras e as pessoas eram exploradas por parte dos fazendeiros. Milhares de pessoas abandonaram as plantações de café e partirem para as cidades em busca de melhores condições de vida chegaram sem casa e sem trabalho.
Além dos colonos, também imigraram às cidades todos os habitantes sem condições de sobrevivência em as seus regiões de origem (por exemplo, os retirantes do sertão).
A população começou a se misturar, por própria decisão ou por violência exercida pelas pessoas de melhores condições econômicas ou sociais. Em ambos os casos, surgiram diversidade étnica e cultural.
A Imigração urbana deu uma nova fisionomia às cidades industrializadas. Ao chegar os imigrantes europeus trouxeram suas idéias políticas anarquistas, socialistas. Suas idéias do sindicalismo, e começaram as greves operárias em todo o país. (2)

(1) Leia mais no blog: Joseph Arthur de Gobineau (martes 6 de julho de 2010)
http://hilda-mendoza.blogspot.com/2010/07/joseph-arthur-de-gobineau-1816-1882.html

(2)
Leia mais o blog: http://sociedadepovos.blogspot.com/2010/09/populacao-se-mistura-centros-urbanos-os.html (21/09/2010)

martes, 15 de febrero de 2011

Revisão do marco político-histórico para o enquadramento da economia. (1889-1900)

Os negros emigraram para as cidades e formariam o grosso da classe social pobre, unidos aos colonos que abandonaram suas terras... era impossível competirem com os empresários. Quando os campos e as cidades transbordaram de trabalhadores, os salários depreciaram-se.
Novas e mais complexas formas de produção exigiam novas e mais complexas formas de dominação.
Sem o apoio dos fazendeiros, a monarquia tentou apoiar-se em novos setores sociais. Sobretudo, tentou ganhar a simpatia da população negra que via a princesa Isabel como a redentora e esperava que o III Reinado lhes garantisse melhores condições de existência.
Acelerou-se a conspiração dos conservadores com a proposta de lei que regulamentava a “propriedade territorial” concedendo ao governo “o direito de expropriar as terras que confinam com as ferrovias, desde que não sejam cultivadas pelos donos” se o interesse era público.
Nenhuma grande facção das classes dominantes apoiava então a monarquia. Isso deu origem ao golpe militar de 15 de novembro de 1889 chamado de: A revolução de 1889 ou A República velha ou a República da espada.
A primeira constituição republicana sancionaria o novo reordenamento nacional.
A estrutura agro-exportadora-latifundiária sustentada pelo trabalho livre permitia a reorganização federal do Estado, reivindicava as elites provinciais.
O federalismo interessava aos grandes estados, que abandonavam as regiões pobres a sua sorte.
O novo Estado assumia uma essência profundamente conservadora, federalista e elitista; nulamente republicana, democrática e popular.
O primeiro presidente foi Marechal Deodoro da Fonseca (15/11/1889 a 23/11/1891),
A autonomia federalista pôs fim ao movimento nacional abolicionista de re-fundação da nação. Quando populações nacionais levantaram-se, confusamente, contra uma ordem que não lhes resultava – como em Canudos, no Contestado, ou na revolta dos Marinheiros, em 1910 – foram acusadas de barbárie e duramente massacradas. Para que ficasse claro que a República era coisa das elites, realidade que se mantém imutável a través dos anos.
ALMEIDA JÚNIOR. Amolação Interrompida , 1894

Sobre a República Velha no blog:
http://hilda-sintesisdehistoriacomparada.blogspot.com/2010/07/o-brasil-e-argentina-texto-6-brasil.html

miércoles, 9 de febrero de 2011

Revisão do Marco político-histórico para o enquadramento da economia. (1880-1888)

Em 1880, o movimento anti-escravista ou abolicionista renasceu com vigor, exigindo o fim imediato da ordem negreira.
Em 1885, o governo imperial tentou desarmar, mais uma vez, este movimento com a Lei dos Sexagenários, mais não alcançou seus objetivos. 
A abolição era vista como o início da regeneração nacional e a luta pelo abolicionismo transformara-se no primeiro grande movimento democrático nacional no Brasil.
Por primeira vez na história do Brasil, homens livres e trabalhadores escravizados uniam suas forças e os abolicionistas radicais passaram a organizar fugas de trabalhadores escravizados. Outras propostas discutidas pelos abolicionistas foram: a reforma eleitoral; a universalização do ensino; a democratização da propriedade da terra.
Os proprietários paulistas preferiam empregar os recursos nacionais no financiamento da importação de imigrantes pela situação conflituosa dos trabalhadores do Brasil.
Em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, foi alcançada a liberdade total pelos negros no Brasil (nos papeis). Esta lei, assinada pela Princesa Isabel, abolia a escravidão.
Os motivos da lei, fantaseados de humanitários, eram estritamente políticos. Esses motivos foram, além de outros, a pressão:
* dos escravos,
* dos movimentos abolicionistas que queriam viver em uma sociedade moderna,
* dos que perceberem que um trabalhador livre era menos oneroso e que aumentaria a imigração de raças brancas e o branqueamento populacional seria posível.
A abolição da escravatura foi uma revolução social vitoriosa no Brasil.
Princesa Isabel assinando a Lei Áurea

miércoles, 2 de febrero de 2011

Revisão do marco político-histórico para o enquadre da economia. (1860-1880)

A partir de 1860, os trabalhadores escravizados começaram a contar com potenciais aliados entre as classes livres que viviam à margem ou mesmo em contradição com a ordem negreira. Nos anos sessenta, o fim da Guerra nos estados Unidos de América, o desenvolvimento do abolicionismo na Europa e a geração de setores livres nacionais desvinculados do escravismo ensejaram o surgimento de um movimento, emancipacionista e abolicionista, no Brasil.
Os cafeicultores escravistas constituíam a classe nacional dominante e impediam que o Brasil se dividisse em regiões escravistas e não-escravistas.
O governo imperial serviu-se da guerra do Paraguai, em 1865-70, para postergar a reforma da instituição servil. Com o fim do confronto, empreendeu hábil manobra que neutralizou o movimento anti-escravista, nacional e internacional.
Em 1871, aprovou a Lei do Ventre Livre. A partir da data da lei, os filhos de cativas nasciam livres. Porém, eles deveriam trabalhar, gratuitamente, até os 21 anos, para os proprietários de suas mães.
Por mais dez anos, os negreiros exploraram seus trabalhadores, quase sem oposição. Os cativos morriam, envelheciam ou eram vendidos para o Centro-Sul.

Leia mais:

Pessoas que entraram no Brasil: http://sociedadepovos.blogspot.com/2010/09/pessoas-que-entraram-no-brasil.html

A população se mistura, centros urbanos. Os afavelados
http://sociedadepovos.blogspot.com/2010/09/populacao-se-mistura-centros-urbanos-os.html

sábado, 29 de enero de 2011

Revisão do Marco político-histórico para o enquadramento da economia. (1822-1860)

Os grandes proprietários brasileiros romperam com a coroa portuguesa e com o absolutismo, mas entronizavam o herdeiro. Cortavam as amarras com Portugal, mas asseguravam os interesses lusitanos.
Os grandes proprietários mantiveram-se unidos sobretudo para garantir o abastecimento e a exploração dos cativos. O bloco independentista tinha muitas contradições, a crise européia, a recessão, o contexto de decadência fez que perdera o apoio dos escravistas. Com a Revolução Industrial na Europa renasceu a necessidade dos escravos para trabalhar nas lavouras do café.
O Estado unitarista e centralizador surgido em 1822 mantinha com dificuldade sua autoridade sobre imenso território transpassado por profundas diferenças sociais, históricas, lingüísticas, étnicas, etc.
Em 1837 o governo interpretava sobretudo aos ricos comerciantes de trabalhadores escravizados e aos grandes plantadores do Centro-Sul e da Bahia.
Em 1840, a estabilidade deveu-se à pujança da expansão cafeicultora e à interpretação imperial das necessidades da ordem escravista.

Em 1850, a pressão inglesa obrigou o governo imperial a pôr fim ao tráfico transatlântico de trabalhadores escravizados, os fins foram políticos e econômicos já que os trabalhadores livres eram menos onerosos. Os trabalhadores escravos foram substituído pelo tráfico interestaduais que alimentou a cafeicultura com cativos enviados de todo o Brasil.
Tomaram se medidas de fomento industrial com empréstimos estrangeiros o que ocasionou concentração de poder nas grandes empresas e diminuição do salário dos trabalhadores livres.
A crise econômica era geral e as concessões feitas aos estados liberais, limitadas. Os presidentes provinciais eram designados pelo governo central e desalentavam a pressão fiscal que era muito importante. Em diversas regiões, eclodiram movimentos liberais, federalista e separatistas, que não prosperaram mas receberam a adesão dos livres-pobres e dos trabalhadores escravizados.
Desde o início da escravidão, os cativos tinham lutado sós contra o cativeiro com algumas vozes isoladas pediam inutilmente reformas para a instituição.