miércoles, 2 de febrero de 2011

O Brasil e sua economia. Ciclo do café na Era Imperial (1822-1889). Nota 3

Poder nas mãos dos latifundiários, mudança do sistema escravista ao sistema capitalista.

Ao se proibir o tráfico negreiro, em 1850, e no período posterior, os argumentos ideológicos do fato se misturaram com os econômicos.
O capital antes empregado no tráfico negreiro foi direcionado a setores como empresas de serviços urbanos, transportes, bancos e comércio. O Brasil recebeu entre 1850 e1875, mais de 23 milhões de libras esterlinas em empréstimos estrangeiros.
O governo imperial facilitou em crédito esse dinheiro acumulado para a compra de equipamentos modernos, para a vinda de imigrantes, diminuiu vários impostos para colaborar com a modernização da produção agrícola do país. Elevou-se a taxa de imposto para todas as mercadorias importadas para incentivar a indústria nacional, criou franquias aduaneiras para importações relacionadas a desenvolver a agricultura.
Os produtos competirem com os produtos estrangeiros.
Os grupos dirigentes regionais eram os mesmos, agora com clareza de pertencerem a uma classe dominante, classe que era a única que podia impor um projeto nacional estruturado y coerente e os únicos que tinham acesso aos empréstimos.
Essa classe social não tinha homogeneidade, integrada por nordestinos plantadores de açúcar e algodão, os paulistas plantadores do café e os pecuaristas que estavam nas terras do interior, como Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Essa falta de homogeneidade marcaria os conflitos futuros. Neste período, se eram empresas de grande porte, receberam os benefícios em conjunto.
Os estabelecimentos industriais surgiram, maiormente, no Sudeste brasileiro (principalmente nos estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e mais tarde, em São Paulo), e receberam a classificação de "fábricas" ou "manufaturas". As de pequeno porte se assemelhavam mais a oficinas artesanais maiores do que a fábricas propriamente ditas, atuavam em ramos extremamente diversos, chapéus, pentes de tartaruga, ferraria e serraria, fiação e tecelagem, sabão e velas, vidros, tapetes, oleados, alimentos, fundição de ferro e metais, lã e seda, dentre outros.
Utilizavam como mão-de-obra tanto elementos livres como também escravos.
Apenas nove estabelecimentos eram de grande porte e poderiam ser considerados um "prenuncio de uma nova era para as manufaturas", eles receberiam os benefícios das medidas do governo.
A concentração do capital estava assinada.
O Estado de São Paulo foi a que tive melhor sucesso, realizando a transição do antigo sistema econômico escravista para o moderno capitalista. No Rio de Janeiro preferirem de manter mão-de-obra escrava até o fim, o que causaria o seu colapso incapazes de assimilar as novas tendências do mercado.
Como o Brasil detinha o controle sobre grande parte da oferta mundial do café, podia facilmente controlar os preços nos mercados internacionais, obtendo assim lucros elevados.
Na zona amazônica começou, paralelamente o “Ciclo da Borracha”.