martes, 15 de febrero de 2011

Revisão do marco político-histórico para o enquadramento da economia. (1889-1900)

Os negros emigraram para as cidades e formariam o grosso da classe social pobre, unidos aos colonos que abandonaram suas terras... era impossível competirem com os empresários. Quando os campos e as cidades transbordaram de trabalhadores, os salários depreciaram-se.
Novas e mais complexas formas de produção exigiam novas e mais complexas formas de dominação.
Sem o apoio dos fazendeiros, a monarquia tentou apoiar-se em novos setores sociais. Sobretudo, tentou ganhar a simpatia da população negra que via a princesa Isabel como a redentora e esperava que o III Reinado lhes garantisse melhores condições de existência.
Acelerou-se a conspiração dos conservadores com a proposta de lei que regulamentava a “propriedade territorial” concedendo ao governo “o direito de expropriar as terras que confinam com as ferrovias, desde que não sejam cultivadas pelos donos” se o interesse era público.
Nenhuma grande facção das classes dominantes apoiava então a monarquia. Isso deu origem ao golpe militar de 15 de novembro de 1889 chamado de: A revolução de 1889 ou A República velha ou a República da espada.
A primeira constituição republicana sancionaria o novo reordenamento nacional.
A estrutura agro-exportadora-latifundiária sustentada pelo trabalho livre permitia a reorganização federal do Estado, reivindicava as elites provinciais.
O federalismo interessava aos grandes estados, que abandonavam as regiões pobres a sua sorte.
O novo Estado assumia uma essência profundamente conservadora, federalista e elitista; nulamente republicana, democrática e popular.
O primeiro presidente foi Marechal Deodoro da Fonseca (15/11/1889 a 23/11/1891),
A autonomia federalista pôs fim ao movimento nacional abolicionista de re-fundação da nação. Quando populações nacionais levantaram-se, confusamente, contra uma ordem que não lhes resultava – como em Canudos, no Contestado, ou na revolta dos Marinheiros, em 1910 – foram acusadas de barbárie e duramente massacradas. Para que ficasse claro que a República era coisa das elites, realidade que se mantém imutável a través dos anos.
ALMEIDA JÚNIOR. Amolação Interrompida , 1894

Sobre a República Velha no blog:
http://hilda-sintesisdehistoriacomparada.blogspot.com/2010/07/o-brasil-e-argentina-texto-6-brasil.html